Modelo Mental Rígido x Modelo Mental Flexível - O conflito dos Líderes em uma sociedade em transform

Carta ao XPER MENTOR,

Você acredita realmente que a forma de fazer negócios atualmente pode manter-se sem adaptabilidade? Afinal nunca em todos os tempos, havíamos percebido o quanto Darwin esta presente nas discussões sobre inovação de produtos e transformação de negócios.

Isso porque o grande desafio não esta somente em criar produtos e serviços criativos e inovadores, e sim na forma como as organizações se adaptam as transformações no Modelo de Negócio provocadas por essas inovações.

Uma das frases prontas que contradizem ou que obstruem esse pensamento é aquela que justifica a dificuldade de inovar na cultura da organização, e sua gestão ENGESSADA em sua grande maioria. Mas ao conversar com um CEO amigo meu, ele posicionou que contratou uma consultoria que migrou sua organização de uma cultura de controle para uma cultura de competência, baseada totalmente em meritocracia e na contratação de talentos natos no mercado e nas Universidades.

Com essa nova forma de Gerir por Diretrizes, todos em sua empresa tinham metas e o controle dos processos e iniciativas estratégicas estavam agora sobre responsabilidade dos lideres, evitando estruturas complexas de controle e qualidade antes aplicadas como forma de manter a padronização, produtividade e qualidade da gestão.

- Uauuuu

- Que resposta precisa não acham?

Porém vamos lá, fiz questão de sublinhar o termo talentos natos acima para iniciarmos no texto a seguir, uma discussão sobre o titulo deste artigo que vós escrevo.

Em 2001 uma noticia provinda dos EUA bagunçou o mundo empresarial e não estou falando da PETROBRAS ou da ODEBRECHT em 2017, mas sim da ENRON - um exemplo de empresa de sucesso, baseada em um cultura de competência, a empresa do futuro - havia afundado de forma misteriosa como um navio no Triângulo da bermudas.


*A Enron Corporation foi uma companhia de energia americana, localizada em Houston, Texas. Empregava cerca de 21 000 pessoas, tendo sido uma das empresas líderes no mundo em distribuição de energia e comunicações, mas decretou falência.

O que aconteceu?

Como uma promessa espetacular pôde se transformar em desastre monumental? Teria sido corrupção?Incompetência?

Na minha opinião foi o Modelo Mental, afinal empresas norte-americanas passaram a ter obsessão pelo talento.

- Vou explicar melhor os motivos que me levam a essa consideração.

Na ocasião uma das consultorias mais ativas da ENRON era a McKinsey & Company, a principal firma de consultoria em gestão dos EUA, afirmavam que o sucesso empresarial nos tempos atuais exigia”o modelo mental de talento”. Assim como há talento nato nos esportes, há também talentos natos para os negócios, acreditavam eles.

Ou seja, como o Barcelona, Real Madrid entre outros contratam (Neymar, Messi e Cristianos Ronaldos) jogadores por fortunas, as empresas também devem contratar executivos de sucesso a peso de ouro.

Não que eu esteja condenando pagar altos salários a celebridades executivas, o que não pode é confiar-mos exclusivamente no talento e na meritocracia.

Essa foi a ruina da ENRON.

Porque?

Ao criar uma cultura que adorava o talento, a ENRON obrigou seus funcionários a agirem como se fossem extraordinariamente talentosos. Basicamente, obrigou-os a adotarem um Modelo Mental Rígido. Normalmente pessoas com MMR não reconhecem suas deficiências nem as corrigem.

Pessoas com MMR em geral vivem num mundo em que alguns são superiores e outros são inferiores. Precisam constantemente afirmar sua superioridade, e a empresa nada mais é do que uma plataforma para este fim. Tipicamente, estes líderes se preocupam com sua “reputação de grandeza pessoal”, ao ponto de prepararem a falência da empresa quando seu tempo na direção terminava: “Afinal, haverá melhor prova de sua grandeza pessoal do que a falência da empresa depois que você a deixa?”.

Não vou muito longe..

Iacocca amava a indústria automobilística, porém, mais do que isso, ansiava seu uma mandachuva na FORD. Queria a todo custo obter a aprovação de Henry Ford II, e adorava os aspectos régios de seu cargo. Iacocca nos diz que a Casa de Vidro, como é conhecida a matriz da FORD, era um palácio, e Henry Ford era o rei. Mais que isso: “Se henry Ford er ao rei, eu era o principe herdeiro.

Resultado? foi demitido.

Ele conhecia o jogo das grandes corporações. Mesmo assim, seu MMR lhe tolhia a visão: “Sempre conservei a ideia de que eu era diferente, que de alguma forma eu era mais inteligente, ou tinha mais sorte do que o resto. Nunca pensei que aquilo fosse acontecer comigo”.


Lido Anthony "Lee" Iacocca é homem de negócios estadunidense, célebre por ter lançado o Mustang, o malfadado Ford Pinto, tendo sido demitido da Ford Motor Company, e por ter reerguido a Chrysler Corporation nos anos 1980.



Então o que seria o Modelo Mental Flexível?

Jim Collins ( autor dos livros - Good to Great - Built to last - Great by Choice ) se dispôs a descobrir por que algumas empresas passam de boas para excelentes. Para encontrar a resposta a essa pergunta, ele e sua equipe de pesquisas desenvolveram um estudo de cinco anos com onze empresas onde os dividendos haviam aumentado extraordinariamente em relação a outras do mesmo ramo, e que mantiveram essa diferença durante pelo menos quinze anos.

O que ele constatou e escrito em seu livro "Empresas feitas para Vencer” é que vários fatores eram importantes, mas que um era absolutamente crucial:

O tipo de líder em todos os casos de sucesso se repetia.

Não eram os tipos carismáticos, místicos, que destilavam ego e talento autoproclamado. Eram pessoas discretas, que faziam perguntas constantemente e tinham coragem de enfrentar as respostas mais brutais, isto é, olhar de frente os fracassos, inclusive os próprios, sempre mantendo a fé no sucesso final.


Ai esta sua resposta do que seria o Modelo Mental Flexível.

Esta resposta leva a um grande paradigma nas organizações do século XXI, como passar para uma cultura de colaboração e cultivo se as empresas Brasileiras agora que estão saindo do modelo de controle para o de competência, baseado no talento e na meritocracia?

A questão é que estamos evoluindo nas transformações culturais, mas nossos lideres continuam no Modelo Mental Rígido em sua maioria, e para sermos flexíveis nas transformações de nosso Modelo de Negócio, temos que mudar o Modelo Mental para Flexível.

Obvio que você deve estar me perguntando, quais seriam as características de um Líder portador de MMF?

- Bom! Antes de mais nada um MMF acredita plenamente no Desenvolvimento Humano.

Essas pessoas com MMF não vivem querendo provar que são melhores do que os demais. Por exemplo, não consideram que a hierarquia correta comece com eles próprios no topo, não reivindicam crédito pelas contribuições de outras pessoas nem prejudicam os demais a fim de parecerem poderosos.

Em ves disso, estão sempre tentando melhorar. Cercam-se das pessoas mais capazes que conseguem encontrar para colaborar, enfrentam diretamente seus próprios erros e deficiências e procuram saber com franqueza quais as qualificações de que eles mesmos e suas empresas necessitarão no futuro. Assim, podem progredir com uma confiança baseada em fatos e não como resultado de fantasias a respeito de seu talento.


Quero deixar claro a você que esta lendo este artigo até agora, que em nenhum momento discordo da meritocracia e sua medidas para viabilizar lucro aos acionistas e investidores, porém temos que rever que de nada serve metas se o negócio como todo pode estar em risco.

A Blockbuster dava lucro, todos tinham metas e indicadores de perfomance e mesmo assim foi destituída por um novo modelo de negócio(NETFLIX).

O Barcelona de Pepe Guardiola se vangloriava de propor uma forma inovadora de jogar futebol, o Tic Tac como era chamado pela imprensa futebolística, foi considerado uma revolução em termos de tática.

Sem chutões e baseado em toque de bola o time do Barcelona superou rivais e conquistou todos os títulos possíveis em que competiu, porém ao passar do tempo os adversários também evoluíram, Pepe saiu do Barcelona e até hoje não ganhou mais nenhum título expressivo a não ser o campeonato alemão pelo Bayer de Munique.

Reflexão: Nem sempre o time que esta ganhando não se mexe.

Paulo Carvalho

CEO - XPER SOCIAL BUSINESS

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